Bovespa cai 1,5% com cenário eleitoral incerto

Por Tercio Braga

As incertezas sobre o cenário eleitoral, após a morte do candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, desestabilizaram o mercado financeiro. A Bolsa brasileira fechou ontem em queda de mais de 1%, pressionada pela forte desvalorização das ações da Petrobras.

O Ibovespa terminou em baixa de 1,53%, a 55.581 pontos. O volume financeiro somou R$ 15,5 bilhões. Quando surgiram as primeiras informações de que Campos estaria na aeronave que caiu em Santos, no litoral sul de São Paulo, por volta das 12 horas, a Bolsa chegou a cair 2,10%.

“O mercado está bastante frágil. Isso adiciona muita incerteza ao cenário eleitoral, muda completamente as expectativas da eleição. A discussão agora é sobre o que vai acontecer, e há opiniões divergentes circulando”, disse à “Reuters” o gestor da Canepa Asset Management, Eduardo Roche.

Os analistas de mercado avaliam a possibilidade de a vice-candidata na chapa do PSB, Marina Silva, assumir o lugar de Campos na corrida presidencial. Com isso, aumentaria as chances de um segundo turno nas eleições.

Para parte do mercado, a entrada de Marina corrobora a chance de um segundo turno, beneficiando Aécio Neves (PSDB). Já outros analistas veem a probabilidade de Marina ir para um segundo turno, estatisticamente, maior em relação ao candidato tucano, uma vez que a ela teve patamares de votos que Aécio nunca teve.

As ações ordinárias da Petrobras tiveram a terceira maior queda da Bolsa, de 5,15%, a R$ 17,51. As preferenciais recuaram 4,98%, a R$ 18,69, quarta maior desvalorização da Bovespa.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou praticamente estável,  com leve alta de 0,01%, cotado a R$ 2,279 na venda. 

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