Juiz mantém mediador no caso da dívida da Argentina

Por fabiosaraiva
Argentina pedirá investigação sobre fundos ‘abutres’ nos EUA | Marcos Brindicci/Reuters Argentina pedirá investigação sobre fundos ‘abutres’ nos EUA | Marcos Brindicci/Reuters

O juiz americano Thomas Griesa, responsável pelo caso do impasse da dívida da Argentina com os fundos especulativos, negou o pedido dos advogados do governo Cristina Kirchner e manteve Daniel Pollack como mediador judicial nas negociações entre as partes.

Na audiência da última sexta-feira, Jonathan Blackman, advogado da Argentina, pediu a substituição do mediador por “perda de confiança”. Segundo ele, a Argentina tinha considerado “doloroso e prejudicial” o comunicado que Pollack redigiu na reunião prévia à moratória, no dia 30. No comunicado, o mediador disse que o país havia entrado em calote, algo que o governo argentino nega, pois afirma que pagou seus credores.

Griesa disse nesta segunda-feira que “o mediador não criou uma condição adversa, mas esta já existia” e que em seus comunicados “não houve nunca um sinal de imprecisão”.

A Argentina tinha até a meia-noite da última quarta-feira para pagar os credores que aceitaram a troca de bônus da dívida em 2005 e 2010, com descontos, e evitar o seu segundo calote em 13 anos. O país chegou a depositar o dinheiro, mas ele foi bloqueado por uma decisão de Griesa, que vincula o pagamento a um acordo com os chamados fundos “abutres”. Esses fundos entraram na Justiça para exigir pagamento integral dos títulos.

Nesta sexta, a Associação Internacional de Swaps e Derivados (ISDA, na sigla em inglês) confirmou que a Argentina entrou em moratória, o que ativa um pagamento de seguros sobre a dívida estimado de US$ 1 bilhão.

A Argentina anunciou nesta segunda-feira que iniciará ações perante o órgão regulador do mercado financeiro dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) por supostas manobras fraudulentas dos fundos especulativos. Para os argentinos, há suspeita de conflitos de interesse sobre a negociação de seguros vinculados à dívida do país.

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