Socorro ao setor de energia terá impacto de 8 pontos percentuais nas tarifas

Por lyafichmann
Apesar de ser uma demanda das empresas, o governo ainda não tomou uma decisão sobre o assunto |  Marcello Casal  Jr./ABr O socorro têm como objetivo bancar a elevação de custos com a compra de energia | Marcello Casal Jr./ABr

Os empréstimos concedidos às distribuidoras de energia terão um impacto de 8 pontos percentuais nos reajustes da conta de luz nos dois próximos anos. A estimativa é do diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Rufino.

“Não estou com isso querendo dizer que o reajuste no ano que vem será de 8%, pois o reajuste leva em consideração outros fatores”, disse o diretor, sem definir qual será o reajuste final ao consumidor. Segundo estimativas de consultorias, o  socorro ao setor deve elevar em 25% as tarifas de energia para o consumidor em 2015.

Os empréstimos que estão sendo concedidos ao setor devem chegar a R$ 17,7 bilhões. Desse total, R$ 11,2 bilhões já foram repassados e outros R$ 6,5 bilhões devem ser fechados nas próximas duas semanas.

O socorro têm como objetivo bancar a elevação de custos com a compra de energia. Com a falta de chuvas e redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, foi preciso intensificar o uso de energia das termelétricas, que é mais cara.

A Aneel decidiu ontem adiar mais uma vez o prazo para liquidação das despesas das distribuidoras com as operações de maio do mercado de curto prazo, que não estão cobertas pela tarifa. O prazo venceria em 31 de julho, mas foi prorrogado para até 28 de agosto.

Com isso, o governo ganha mais tempo para negociar com os bancos, incluindo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o empréstimo adicional de R$ 6,5 bilhões para cobrir os custos adicionais do setor até o fim do ano.

Segundo Rufino, o adiamento não interfere na liquidação do mercado de curto prazo relativa a junho, prevista para o dia 7 de agosto. Nas operações de maio, o montante que as distribuidoras ainda têm a pagar e que não está coberto pela tarifa é de R$ 1,3 bilhão.

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