Índice que reajusta aluguéis tem em julho 3ª queda seguida

Por Tercio Braga
O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência | Nacho Doce/Reuters O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência | Nacho Doce/Reuters

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), usado como referência de reajuste na maioria dos contratos de locação em andamento, registrou deflação pelo terceiro mês seguido, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). Em julho, o indicador registrou queda de 0,61%, depois de recuar 0,74% no mês anterior.

Com o resultado de julho, o IGP-M acumula alta de 5,32% em 12 meses. Esse será o reajuste dos contratos de aluguel residencial em curso com aniversário em agosto atrelados ao indicador.

Segundo o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Pedro Raffy Vartanian, a deflação registrada pelo indicador em julho está relacionada à queda de preços de produtos agrícolas e matérias-primas, após altas expressivas no início deste ano. Também contribui para a queda a estabilidade da taxa de câmbio.

Isso não significa, no entanto, que o problema da inflação está resolvido. Segundo o economista, a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), continuará resistente. Ele prevê impactos do reajuste dos planos de saúde sobre o indicador de julho, que será divulgado na semana que vem.

“A inflação de 2014 encerrará o ano próxima de 6,5%, que é o limite do teto da meta, pois mesmo que os alimentos e outros grupos tenham certo alívio na pressão sobre os preços, o governo utilizará a margem da inflação para o reajuste de combustíveis”, completa.

A meta de inflação do governo é 4,5%, com dois pontos percentuais de tolerância para baixo ou para cima.

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