Agência reduz nota do Brasil ao ver mais risco de calote

Por Tercio Braga

A S&P (Standard & Poor’s) reduziu em um nível a classificação de crédito do Brasil, nesta segunda-feira, justificando sua decisão pelos sinais pouco claros da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um frágil quadro fiscal, assim como pela desaceleração do crescimento do país.

A agência de classificação de risco rebaixou a nota do Brasil para BBB-, o nível mais baixo para grau de investimento da dívida, e considerou a perspectiva “estável”. A S&P também mudou a perspectiva do rating de negativa para estável.

Em nota, a agência diz que o rebaixamento reflete a combinação de “derrapagem orçamentária” em meio as perspectivas de “crescimento moderado nos próximos anos” e de baixo volume de investimentos.

Histórico

Em junho do ano passado, a agência de classificação tinha indicado que poderia cortar a nota do Brasil por causa do baixo crescimento da economia e da redução do esforço fiscal. Apesar do rebaixamento, o país ainda está na categoria de grau de investimento, que indica baixa probabilidade de calote na dívida pública.

A classificação de risco por agências estrangeiras representa uma medida de confiança dos investidores internacionais na economia de determinado país. As notas servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores. O Ministério da Fazenda ainda não se manifestou sobre o rebaixamento.

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