Biz Stone, co-fundador do Twitter, lança novo aplicativo

Por Nadia

bizstone-twitterQuando uma mensagem precisa ser divulgada, todo mundo, do presidente iraniano a um desempregado, usa o Twitter. Mas Biz Stone, seu co-fundador, tem uma ideia talvez ainda melhor. O Jelly permite que as pessoas usem as redes sociais para ajudar uns aos outros. “A premissa de uma sociedade conectada é que pessoas ajudem pessoas”, Stone disse ao Metro Jornal.

O mundo precisa de outra rede social?

Não. Mas não acho que o Jelly seja uma rede social. Pegamos as redes já existentes e as juntamos em uma só. Não achamos que o mundo precisa de outra rede, mas estamos conectados como nunca. Lembra a expressão “Seis graus de separação”, da qual todos falam? Estudos recentes apontam que eles já são quatro. É justamente em função dessa hiperconectividade supersaturada que algo como o Jelly pode existir. O Jelly permite que as pessoas se ajudem mutuamente.

Segundo o site, “não se trata do que você sabe, mas de quem conhece”. O conhecimento não é a moeda da nossa sociedade?

É claro que precisamos saber coisas, mas você e seu círculo de amigos sabem sobre mais ou menos as mesmas coisas. E tem aquele amigo cujo conhecido é advogado, que está conectado a toda uma rede de amigos, que sabem coisas completamente diferentes e informativas para o seu grupo.

O Jelly permite que seus amigos passem perguntas adiante, de forma que alcancem grupos inteiramente novos de pessoas. É assim que se consegue a resposta perfeita.

Então vocês estão tentando tornar as redes sociais úteis em vez de apenas repositórios de status?

Ao longo dos últimos dez anos temos adicionado amigos e colecionado seguidores. Isso é legal, mas as pessoas não têm uma estratégia de longo prazo quando seguem alguém no Instagram. Tenho a sensação de que quando muita gente começa a fazer uma coisa, não é coincidência. Parece que caminhamos de forma inconsciente para um ponto em que algo mais pode acontecer, ao nos tornarmos a sociedade mais conectada que já fomos.

Qual é o papel da sociedade, então?

Quando deixei o Twitter, continuei pensando nisso. E quando finalmente criamos o Jelly, não pude deixar de pensar que a premissa verdadeira de uma sociedade conectada é ter pessoas ajudando pessoas.

O Jelly é um brinquedo ou uma ferramenta?

Os dois. Se for só uma ferramenta, você não vai se lembrar de usar quando tiver uma questão. Então há algo lúdico envolvido. Você pode fazer coisas que não necessariamente ajudarão a conseguir sua resposta, mas que vão te envolver.

Como é seu processo de ter grandes ideias?

Converso com outras pessoas inteligentes. Transformei em hábito algo que chamo de “walk-and-talks” (caminhar e conversar) com pessoas fantásticas como [os co-fundadores do Twitter] Jack Dorsey e Evan Williams. Semanalmente almoçamos ou caminhamos pela cidade. Às vezes falamos sobre coisas realmente importantes.

Uma das pessoas com quem eu mais gosto de fazer isso é Ben Frinkel, que hoje é meu co-fundador no Jelly. Um dia, nem sei por que, eu estava pensando sobre Larry Page e Sergey Brin (do Google) desenvolvendo o primeiro mecanismo de busca realmente relevante. Eu disse para o Ben: “Já pensou se tivéssemos que fazer isso? Não sei nada de ciência da computação!”

Eu levei o assunto a sério. Pensei comigo mesmo: “E se fôssemos obrigados a encontrar uma maneira de conseguir que as pessoas dessem respostas?”

Como o sr. pretende que isso funcione?

Não se trata apenas de um pressentimento. Sei disso porque depois de 15 anos criando redes colaborativas, notei que as pessoas querem ajudar mais do que querem ajuda.

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