Petrobras vê fim de importação de derivados de petróleo em 2020

Por fabiosaraiva
Graça Foster defendeu a produção e não a exploração neste momento / Wilson Dias/ABr Graça Foster defendeu a produção e não a exploração neste momento | Wilson Dias/ABr

A Petrobras prevê o fim da importação de derivados de petróleo pelo Brasil em 2020. Segundo a presidente da estatal, Graça Foster, o país vai alcançar a autossuficiência em volume de petróleo produzido em 2015. Já a autossuficiência em derivados, com processamento totalmente adequado para atender demanda total, está prevista para 2020.

O Brasil atingiu a autossuficiência em 2006, mas perdeu o posto em 2010, com o aumento das importações por conta da alta da demanda. As importações, a preços mais altos que os de venda no mercado interno, têm reduzido as margens de lucro da companhia.

“O mercado de derivados no Brasil foi o que mais cresceu no mundo”, disse a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em conferência com investidores. O Brasil deverá processar 3 milhões de barris por dia em 2020, contra cerca de 2 milhões de barris em 2013.

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 6,281 bilhões no quarto trimestre de 2013, beneficiada pelo reajuste dos combustíveis. A divisão de Abastecimento continua, no entanto, apresentando prejuízo, uma vez que segue vendendo combustíveis no mercado interno a preços menores do que os de compra no exterior, segundo a “Reuters”.

Segundo Graça Foster, o preço da gasolina só será equiparado ao do mercado  externo em 2015. A executiva diz que o endividamento precisa ser controlado, o que levará dois anos para acontecer. “2014 é um ano dado, um ano posto, com investimentos já previstos”, afirmou. A estatal prevê investimentos de R$ 94,6 bilhões em 2014, queda de 9% em relação ao ano passado.

 

Ações atingem menor valor desde 2005

Mesmo com lucro acima das projeções, a Petrobras registrou queda em seus papéis, que atingiram níveis de 2005 e pressionaram a Bolsa para baixo mais uma vez. O Ibovespa encerrou ontem a sessão em baixa de 0,25%, aos 46.599,21 pontos.

As preferenciais da petroleira (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, caíram 3,53%, a R$ 13,68; é o menor valor de fechamento desde novembro de 2005.

As ordinárias da estatal (PETR3), que dão direito a voto, perderam 2,86%, a R$ 12,90.

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