Banco Central reduz ritmo de alta da taxa básica de juros

Por Caio Cuccino Teixeira

Diante dos sinais de desaceleração no nível de atividade da economia brasileira no fim do ano passado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira o ritmo de alta da taxa básica da economia brasileira. A taxa básica de juros da economia foi elevada em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano.

Nos encontros anteriores do Copom, os juros haviam avançado 0,5 ponto percentual por seis vezes seguidas. A decisão de quarta-feira, que representou a oitava alta seguida na taxa Selic, confirmou a expectativa da maior parte dos economistas do mercado.

A nova elevação também leva a Selic ao maior patamar desde o fim de 2011. “Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,25 p.p., para 10,75% a.a., sem viés”, diz o comunicado do Copom.

A redução do aperto monetário reflete a percepção da autoridade monetária de uma inflação ainda resistente, mas com sinais de desaceleração da atividade econômica, na avaliação de economistas.

O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre será divulgado nesta quinta pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As projeções dos analistas do mercado financeiro vão de queda de 0,2% na atividade econômica a 0,5% frente ao trimestre anterior.

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Fundos de renda fixa ficam mais atrativos

Com o aumento da Selic, os fundos de renda fixa ganham mais atratividade e levam vantagem sobre a poupança na maioria das situações, segundo estudo realizado pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

O rendimento da poupança perde, independentemente do prazo de resgate, para os fundos de renda fixa com taxas de administração entre 0,50% e 1,50% ao ano. Sobre aplicações com taxa 2%, a caderneta é mais vantajosa para prazos até 12 meses.

A poupança vai continuar se destacando frente aos fundos com taxas superiores a 2% ao ano pelo fato não pagar imposto de renda nem taxas de administração. “Este fato deverá provocar reduções nos custos das taxas de administração para os bancos não perderem clientes”, diz o diretor executivo da entidade responsável pelo estudo, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini | Wilson Dias/ Reuters O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini | Wilson Dias/ Reuters

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