Para Fed, Brasil está entre os emergentes mais vulneráveis

Por Tercio Braga
Yellen reiterou corte gradual de estímulos | Mary F. Calvert/Reuters Yellen reiterou corte gradual de estímulos | Mary F. Calvert/Reuters

O Fed, banco central norte-americano, destacou o Brasil como um dos emergentes mais vulneráveis às mudanças no cenário econômico global, em parte devido ao início da retirada de estímulos à economia dos EUA. A avaliação consta no primeiro relatório assinado por Janet Yellen, nova presidente da instituição.

Para o Fed, além do Brasil, países como Turquia e Indonésia precisam investir em reformas monetárias, fiscais e estruturais para resistir aos choques. “Brasil, Índia, Indonésia, Áfica do Sul e Turquia estão entre as economias que parecem ter sido mais afetadas. Por exemplo, as moedas do Brasil, da Índia e da Turquia recuaram fortemente no meio do ano passado, enquanto as divisas da Coreia do Sul e Taiwan foram mais resilientes”, diz o documento

O dólar fechou ontem em queda ante o real, mas ainda acima de R$ 2,40, após Yellen, reiterar os planos do banco central americano de continuar reduzindo seu estímulo econômico.

A moeda norte-americana caiu 0,15%, a R$ 2,4025 na venda, após bater R$ 2,4185 na máxima. Na semana, a moeda tem alta acumulada de 0,98% e no ano sobe 1,91%. Já o Ibovespa subiu 1,58%, aos 48.462 pontos.

Yellen afirmou em seus primeiros comentários como presidente do banco central norte-americano que a recuperação do mercado de trabalho está “longe de ser completa”, acrescentando que o banco central norte-americano espera continuar reduzindo gradualmente a política de estímulo devido a melhoras mais amplas na economia.


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