Juro ao consumidor é o maior desde setembro de 2012

Por Caio Cuccino Teixeira

O processo de elevação da Selic promovido pelo BC (Banco Central) desde abril do ano passado fez com que as taxas de juros das operações de crédito atingissem o maior patamar desde setembro de 2012. A taxa média geral para pessoa física passou de 5,60% ao mês em dezembro de 2013 para 5,65% em janeiro 2014, segundo pesquisa da Anefac (associação dos executivos de finanças) divulgada nesta segunda-feira.

Em janeiro, os juros médios cobrados do consumidor subiram pelo oitavo mês consecutivo. Das seis linhas de crédito pesquisadas, apenas a taxa do cartão de crédito-rotativo se manteve estável.

“Esta situação é reflexo do aumento da taxa básica de juros (Selic) promovida pelo Banco Central em 15 de janeiro passado”, afirma o diretor executivo de estudos econômicos da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Mesmo com a desaceleração do IPCA, inflação oficial, para 0,55%, Oliveira espera um novo aumento da Selic na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, nos dias 25 e 26. Na sua avaliação, os atuais indicadores de inflação mostram pressões inflacionárias. “Por conta disso é provável que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses”.

Do ano passado para cá, o Banco Central elevou a Selic em 3,25 pontos percentuais, de 7,25% para os atuais 10,50% ao ano. Já a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 4,78 pontos percentuais, passando de 88,61% ao ano em janeiro de 2013 para 93,39% ao ano no mês passado.

Mais aperto monetário

Economistas de instituições financeiras passaram a ver um aperto maior da política monetária em 2014 ao elevarem a projeção para a Selic a 11,25% ao ano. Com isso, estimam também agora a inflação abaixo de 6%, segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira. No levantamento anterior, a expectativa para 2014 era de que a taxa básica de juros ficaria em 11%. Para 2015, ele passou a ser estimada em 12% ao ano.

A perspectiva para a reunião deste mês do Copom continua sendo de alta de 0,25. Mais duas altas de 0,25 ponto percentual estão previstas: uma para abril e outra para dezembro, após as eleições presidenciais em outubro.

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