Captação da caderneta de poupança tem queda de 24%

Por Tercio Braga

Com as despesas típicas do início de ano, como material escolar e impostos, os brasileiros pouparam menos em janeiro. No mês passado, os depósitos na poupança superaram as retiradas em R$ 1,74 bilhão, segundo o Banco Central.

O volume representa uma queda de 24,2% em relação a igual mês de 2012, quando o ingresso líquido somou R$ 2,3 bilhões. Na comparação com dezembro, o valor é 84% menor.

Janeiro registrou o 23º mês seguido de saldo positivo. Apesar da forte queda, o saldo da poupança atingiu R$ 602,794 bilhões e bateu recorde. Só no mês passado os correntistas receberam R$ 3,1 bilhões em rendimentos.

Com a alta da taxa básica de juros desde abril do ano passado, atingindo o patamar de 10,50% em janeiro deste ano, os investimentos atrelados à Selic tendem a ficar mais atraentes.

Ainda assim, segundo cálculos da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a poupança continua ganhando dos fundos na maioria das situações. Quando a taxa de juros está acima de 8,5% (o que acontece desde agosto), é fixo em 6,17% ao ano mais a variação da TR (Taxa Referencial).

Com a Selic em 10,5% ao ano, a poupança perde para os fundos cujas taxas de administração sejam inferiores a 1,50% ao ano, o que exige uma aplicação mínima entre R$ 25 mil e R$ 50 mil. Quanto menor o prazo de resgate da aplicação bem como quanto maior for a taxa de administração cobrada pelo banco, maior vai ser a vantagem da poupança frente aos fundos.


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