Brasileiros reduzem uso do cheque especial, diz Banco Central

Por Caio Cuccino Teixeira
Por região, o Sudeste apareceu com o índice mais baixo | Antonio Cruz/ ABr Em dezembro, o saldo do cheque especial caiu 5,1% | Antonio Cruz/ ABr

Mesmo com a elevação da Selic, a taxa média de juros cobrados do consumidor (com recursos livres, que excluem crédito habitacional e rural, entre outros) recuaram no mês passado. Entre novembro e dezembro, os juros médios caíram 0,5 ponto percentual, para 38% ao ano.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, a queda ocorreu porque os brasileiros usaram o 13º salário para pagar crédito rotativo, como o cheque especial, que tem taxa de juros alta. Em dezembro, o saldo (R$ 20,154 bilhões) do cheque especial caiu 5,1%, em relação a novembro.

Por se tratar de uma linha mais cara, o cheque tem peso importante na composição da taxa média. “É um efeito estatístico de composição. Você tira da sua amostra aquela parcela que tem a taxa de juros mais elevada”, explicou Maciel.

Ao longo de 2013, a taxa média cobrada do consumidor subiu 4,1 pontos percentuais frente ao registrado no ano anterior, superando o aumento da Selic. No período, para conter pressões inflacionárias, o Banco Central elevou a taxa básica de juros de 7,25% para 10% ao ano, uma alta de 2,75 pontos percentuais.

O destaque vai para o cheque especial, cuja taxa subiu de 146,4% em novembro para 147,9% no mês passado, a maior desde junho de 2012 (156,7%). Ao longo de 2013, as taxas da linha mais cara de crédito subiram 9,9 pontos porcentuais.

Apesar da alta no custo dos empréstimos, a inadimplência recuou no período. O calote caiu de 8,0%, em dezembro de 2012, para 6,7%, em dezembro do ano passado. Sobre novembro, houve uma pequena alta de 0,1 ponto percentual.

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