Banco Central dos EUA corta mais US$ 10 bilhões de estímulos

Por Caio Cuccino Teixeira
Bernanke passa nesta sexta-feira o comando do Fed a Janet Yellen | Gary Cameron/Reuters Bernanke passa nesta sexta-feira o comando do Fed a Janet Yellen | Gary Cameron/Reuters

O Fed, o banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira reduzir em mais US$ 10 bilhões os estímulos à economia americana. A partir de fevereiro, o Fed vai comprar US$ 65 bilhões por mês em títulos americanos, de US$ 75 bilhões anteriormente.

Com a redução, o dólar tende a subir em outros mercados, incluindo emergentes, como o Brasil. À espera da decisão do Fed, a moeda norte-americana avançou ontem 0,30%, a R$ 2,4338 na venda, mas chegou a bater R$ 2,4509 na máxima.

É o maior valor de fechamento desde 21 de agosto de 2013, quando o dólar comercial fechou a R$ 2,451. Na semana, a moeda norte-americana tem alta acumulada de 1,49% e, no ano, já subiu 3,24%.

“Com as notícias fracas que vêm vindo sobre o cenário interno e somando a ansiedade com o Fed, o pessoal já se prepara para o pior cenário”, afirmou à “Reuters” o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

A retirada dos estímulos dos EUA preocupa os países emergentes porque reduz a liquidez internacional. Para tentar conter a fuga de capital, os BCs dos emergentes começaram a subir suas taxas de juros.

Na terça, a Turquia promoveu um forte ajuste, elevando suas duas principais taxas de juros: de 4,5% ao ano para 10% ao ano e de 7,75% ao ano para 12% ao ano. Ontem, foi a vez da África do Sul, que aumentou taxa de juros de 5% para 5,5%.

A decisão foi unânime, por 10 a 0. Foi a primeira vez desde junho de 2011 que todos os membros da autoridade concordaram. Com os sinais de melhoras da economia dos EUA, o Fed começou a reduzir os estímulos em dezembro de 2013, quando cortou o programa mensal de compra de bônus de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões.

O presidente do Fed, Ben Bernanke, que passará nesta sexta-feira o comando do banco central à atual vice da autoridade, Janet Yellen, encerrou sua última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) sem fazer qualquer mudança na outra grande política da autoridade monetária: o plano de manter os juros baixos por algum tempo.

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