Mercado de tablets está saturado nos Estados Unidos

Por Tercio Braga
A Telexfree vendia planos de minutos de voz sobre protocolo de internet (VoIP) | Marcello Casal Jr./ABr No total, 217,1 milhões de tablets foi vendida em todo o mundo no ano passado | Marcello Casal Jr./ABr

O crescimento das vendas globais de tablets se desacelerou ainda mais no final de 2013, segundo estimativas publicadas pela consultoria IDC (International Data Corporation), que confirmam a saturação do mercado, principalmente nos países desenvolvidos.

No total, 217,1 milhões de tablets foi vendida em todo o mundo no ano passado, um número 50,6% superior ao de 2012, quando as vendas foram de 144,2 milhões de unidades. Mesmo assim, no quarto trimestre, o crescimento caiu a 28,2%, com 76,9 milhões de unidades vendidas, enquanto atingiu 87,1% no ano anterior.

“Cada vez fica mais claro que mercados como os Estados Unidos estão alcançando altos níveis de saturação e ainda que os mercados emergentes continuem mostrando um forte crescimento, que não foi suficiente para manter as enormes taxas de crescimento global dos últimos anos”, informou Tom Mainelli, analista da IDC, em um comunicado.

A Apple continua liderando o mercado no quarto trimestre, com 26 milhões de iPads vendidos, o melhor trimestre registrado até agora. Com 33,8%, sua fatia de mercado melhorou em comparação aos três meses anteriores, quando tinha chegado a um mínimo histórico de 29,7%, mas é inferior aos 38,2% do final de 2012.

Segundo a IDC, isso mostra “os desafios que a companhia enfrenta para aumentar seus negócios com os tablets fora de seus redutos tradicionais nos mercados desenvolvidos, diante do êxito de suas concorrentes”.

A sul-coreana Samsung confirmou seu segundo lugar mundial no quarto trimestre, graças a uma ampla gama de produtos, com 14,5 milhões de tablets vendidos e uma cota de mercado de 18,8%.

A varejista online americana Amazon situou-se em terceiro lugar com 5,8 milhões de unidades de seu tablet Kindle Fire vendidas e uma parcela de mercado de 7,6%, seguida da taiwanesa Asus (5,1%) e da chinesa Lenovo (4,4 %).

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