No Brasil, dólar fecha em alta de 1,17% e atinge maior valor desde agosto

Por Caio Cuccino Teixeira
Presidente do BC participou de audiência no Senado | Divulgação/Agência Senado Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, participou de palestra em Londres | Divulgação/Agência Senado

A preocupação com a situação econômica de vários países emergentes continuou causando depreciações em suas moedas nacionais. E a expectativa é que a pressão continue nos próximos dias, com a expectativa da reunião do banco central dos EUA.

No Brasil, o dólar comercial fechou em alta de 1,17% nesta segunda-feira, a R$ 2,426 na venda. É o maior valor de fechamento desde 22 de agosto de 2013, quando a moeda norte-americana fechou a R$ 2,432. No ano, o dólar acumula alta de 2,91%.

No exterior, as moedas de países emergentes, como a lira turca, o rand sul-africano e o peso mexicano, também se depreciaram frente ao dólar. O real, no entanto, teve uma baixa mais expressiva.

A alta do dólar foi influenciada ainda pela expectativa sobre a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que será realizada nestas terça e quarta-feira.

Os investidores acreditam que o Fed deve anunciar mais um corte de US$ 10 bilhões no programa de compras mensais de títulos, hoje em US$ 75 bilhões. A decisão reduziria ainda mais a quantidade de dólares em circulação no mundo.

Inflação – BC combate repasses, diz Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta segunda-feira que a autoridade monetária está combatendo o repasse do câmbio aos preços. Em palestra na London School of Economics, em Londres, ele disse que o BC se blindará da fuga de recursos dos emergentes com uma política de aperto monetário para combater a inflação.

Para Tombini, a inflação de alimentos, apesar de alta, está diminuindo. A expectativa é que ela fique em 5,7% em janeiro, segundo ele.

A fala de Tombini ajuda a corroborar as avaliações de que o BC vai continuar com seu ciclo de aperto monetário, iniciado em abril e que levou a Selic aos atuais 10,50%.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo