Prévia da inflação oficial desacelera em janeiro

Por Caio Cuccino Teixeira
Novo cálculo prevê reajustes automáticos e periódicos | Arquivo/Agência Brasil Preço do combustível ficou 2,90% mais caro no mês de janeiro | Arquivo/Agência Brasil

Com um forte recuo no preço das passagens aéreas, a prévia da inflação oficial desacelerou em janeiro. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 subiu 0,67% neste mês, após uma alta de 0,75% em dezembro.

Em 12 meses, o indicador tem alta de 5,63%, segundo informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O destaque para o resultado de janeiro foi o grupo Transportes, cuja alta desacelerou para 0,43%, ante 1,17% no mês anterior, com impacto de 0,08 ponto percentual no índice. A alta menor refletiu a queda de 16,32% nos preços das passagens aéreas.

Por outro lado, o preço da gasolina representou o maior impacto individual no IPCA-15. O combustível ficou 2,90% mais caro em janeiro. Também pesaram mais no bolso do consumidor em janeiro o etanol, que subiu 4,34%, e o óleo diesel, que aumentou 3,52%.

O grupo que exerceu o maior impacto no índice do mês foi Alimentação e Bebidas, após aceleração da alta a 0,96% em janeiro, ante 0,59% em dezembro.

O IPCA-15 ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma alta de 0,80%. Para a LCA, o IPCA deve fechar o mês abaixo da taxa registrada pelo IPCA-15, influenciado pela perda de fôlego dos preços dos alimentos no atacado. A projeção da consultoria aponta para uma alta de 0,60% em janeiro.

Para conter a alta de preços, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou na última semana a Selic em 0,5 ponto percentual, para 10,5% ao ano. Foi a sétima elevação seguida. E, apesar do resultado do IPCA-15, a LCA prevê uma nova alta de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião de fevereiro .

A expectativa de uma nova elevação nos juros é reforçada pela ata da última reunião do Copom, divulgada ontem. No documento, o BC destacou que a inflação ainda mostra resistência ligeiramente acima do que se antecipava, e repetiu que a política monetária tem de se manter “especialmente vigilante”.

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