Queda do peso argentino não terá impacto no Brasil, diz Mantega

Por Tercio Braga
Para Mantega, a flutuação no câmbio é algo normal no mercado internacional | Guido Mantega | José Cruz/ ABr Para Mantega, a flutuação no câmbio é algo normal no mercado internacional | Guido Mantega | José Cruz/ ABr

O ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira em Davos que, em sua opinião, a forte desvalorização do peso argentino não irá impactar a economia do Brasil. Ao ser questionado pela imprensa sobre seus temores sobre o possível impacto da forte queda do peso na quinta-feira, Mantega respondeu que “isso faz parte das flutuações” dos mercados. “Acredito que não terá incidência no Brasil”, acrescentou o ministro.

Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, segundo maior banco privado do Brasil, descartou qualquer impacto no comércio e na economia brasileiras. O dirigente destacou que “os fundamentos das duas economias são muito diferentes”.

O peso argentino, que vem sendo desvalorizado desde o início de 2013, sofreu uma queda de 13,9% entre quarta e quinta-feira, a maior desde 2002.

O governo argentino afirmou que foi ele quem administrou essa queda, e surpreendeu nesta sexta-feira ao permitir os particulares a compra de divisas, retirando uma restrição vigente desde 2011.

Segundo a presidência argentina,sua política de forte desvalorização alcançou seu objetivo com uma taxa de câmbio de oito pesos por dólar, consolidada no fechamento de quinta-feira.

Conforme dados do Banco Central argentino, as reservas internacionais eram inferiores a 30 bilhões de dólares na semana passada, o nível mais baixo desde o final de 2007.

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