Dólar fecha em alta de 1,27% e ultrapassa R$ 2,40

Por Caio Cuccino Teixeira
Dólar atinge maior valor em cinco meses | Las Vegas Sun/ Steve Marcus/ Reuters Dólar atinge maior valor em cinco meses | Las Vegas Sun/ Steve Marcus/ Reuters

O dólar fechou em alta de mais de 1% em relação ao real e ultrapassou R$ 2,40 pela primeira vez em cinco meses, reagindo ao mau humor do mercado em relação ao Brasil e outros mercados emergentes, depois de relatório da Pimco ter criticado a política econômica brasileira.

A moeda norte-americana subiu nesta quinta-feira 1,27%, para R$ 2,4026, é o maior valor desde 22 de agosto, quando fechou a R$ 2,4320. Para analistas, o dólar tende a trabalhar dentro desse nível, indo a R$ 2,35 quando tem expectativa de entrada (de recursos) e a R$ 2,40 quando vem notícia ruim.

Colaborou para o pessimismo dos investidores no mercado doméstico, um relatório publicado pela Pimco, maior gestora de bônus emergentes do mundo, avaliando que o clima para investimentos no Brasil foi caracterizado em 2013 por qualquer coisa menos “Ordem e Progresso”, numa alusão à inscrição da bandeira brasileira.

“É um movimento no mundo inteiro. A cesta de moedas de mercados emergentes está perdendo valor. É um mal estar como um todo”, afirmou à “Reuters” operador de banco estrangeiro citando relatório da Pimco, maior gestora de bônus emergentes do mundo.

Peso argentino fecha em desvalorização de 11%

A taxa de câmbio da Argentina sofreu ontem o maior declínio diário desde a devastadora crise financeira de 2002, ampliando as perdas do dia anterior, na medida em que o banco central já sinais de ter desistido da batalha contra a desvalorização do peso, destaca a “Reuters”.

O peso argentino, no mercado interbancário, fechou em queda de 11%, a 8 por 1 dólar, após ter recuado 3% na última quarta, quando rompeu a barreira de 7 pesos por 1 dólar. No mercado paralelo, a moeda americana era negociada por cerca de 13 pesos.

“Ontem (quarta) o banco central não comprou nem vendeu dólares, e isso mostra qual é a posição dele com relação à taxa de câmbio”, afirmou o chefe de gabinete Jorge Capitanich a repórteres nesta quinta-feira.

Após perder mais de 30% de suas reservas no ano passado, o BC argentino desistiu nesta semana de sua política de amparar o peso realizando intervenções no mercado de câmbio.

O governo da presidente Cristina Kirchner impulsiona a desvalorização monetária diante das pressões de grandes empresas argentinas, que têm observado uma perda de competitividade de seus produtos diante uma inflação anual de 28%.

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