Financiamentos imobiliários batem recorde em 2013

Por Caio Cuccino Teixeira
Prédios na rua Guaicurus | Reprodução/ Google Street View Financiamentos imobiliários atingiram R$ 109,2 bilhões em 2013 | Reprodução/ Google Street View

Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas de poupança atingiram R$ 109,2 bilhões em 2013 e bateram um novo recorde histórico. Em relação ao ano anterior (R$ 82,8 bilhões), o aumento é de 32%, segundo dados divulgados ontem pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

A maior parte dos desembolsos (R$ 76,9 bilhões) destinou-se à compra da casa própria, cuja demanda aumentou 41%. O número de unidades financiadas cresceu 17%, somando 529,8 mil, ante 453,2 mil, em 2012.

O presidente da entidade, Octávio de Lazari Júnior, atribuiu o bom desempenho à manutenção do emprego e renda associada à queda na inadimplência e à oferta de crédito com juros mais baixos em relação às demais modalidades de empréstimos.

Para 2014, a entidade prevê alta 15% nos desembolsos. Segundo Lazari, em 2014, a valorização deve acompanhar a inflação. Além da lei da oferta e procura, diz, os preços tiveram impacto de valores agregados como áreas de convivência, com piscinas, quadras de esportes entre outras benfeitorias.

“Os preços ficarão estáveis, a não ser em uma ou outra zona de instabilidade. O que percebemos é que o valor financiado está coerente com a valorização que acontece na região”, disse Lazari.

De 2005 para 2013, a participação do crédito imobiliário no endividamento das famílias passou de 3% para 15%. Para Lazari, essa alta é sustentável, uma vez que boa parte dos tomadores de crédito deixou de arcar com o aluguel. Além disso, a inadimplência no setor é baixa, de 1,8% dos contratos.

Análise – Bolha ou especulação?

Gilberto Braga – Professor de finanças do Ibmec

Dados da Abecip divulgados ontem mostram que os financiamentos imobiliários no Brasil bateram recorde em 2013, avançando 32% sobre o ano anterior, e a expectativa é que em 2014 haja um crescimento de 15%.

Ante esse cenário, será que 2014 será um bom ano para o brasileiro comprar um imóvel? Ou, se a tal bolha imobiliária irá finalmente estourar e os preços dos imóveis irão despencar no Brasil?

Muitos confundem bolha com especulação. A tal da bolha é uma associação com a brincadeira de criança, de soprar bolinha de sabão até ela estourar. Pela analogia, com o que aconteceu nos EUA em 2008, os preços dos imóveis no Brasil cairão vertiginosamente.

Entretanto, o mercado imobiliário brasileiro é diferente, tem especulação, mas não tem bolha. Pode haver acomodação de preços, mas não deve haver uma redução drástica. Por isso, quem pode, deve aproveitar 2014 para comprar ou trocar de imóvel que fará um bom negócio.

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