Criação de vagas com carteira assinada é a menor em 10 anos

Por Caio Cuccino Teixeira

O Brasil criou 1.117.171 novas vagas de trabalho com carteira assinada em 2013 na série com ajuste até novembro. Esse resultado é o pior desde 2003, quando o saldo entre contratações e demissões foi de 821.704 vagas, segundo dado do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho.

O resultado de 2013 é 14,2% inferior ao de 2012, quando foram gerados 1,301 milhão de empregos. “Tivemos um crescimento do PIB que não foi alto. Não pode a geração de emprego contrariar a realidade”, afirmou o ministro do Trabalho, Manoel Dias.
Em 2014, o governo prevê a criação entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de novos empregos. Segundo o ministro, há “indicativos de aquecimento do emprego”.

Dias citou que dezembro foi o quinto mês consecutivo, desde agosto de 2013, em que o resultado é melhor do que nos mesmos meses de 2012. “Foi o melhor dezembro em três anos”, disse o ministro. No mês passado, a economia brasileira perdeu 449.444 postos com carteira assinada.

Segundo economistas, a geração de empregos também é influenciado pela crise financeira internacional. “Estamos conseguindo ainda o milagre de não sermos afetados por esta onda de desemprego no mundo inteiro”, afirmou o ministro.

O setor de serviços apresentou o maior aumento no número de empregos, com abertura líquida de 546.917 postos. No comércio, foram abertas 301.095 vagas e, na indústria de transformação, 126.359. A construção civil, por sua vez, abriu 107.024 postos de trabalho.

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