Juro cobrado no cheque especial pode chegar a 256,33% ao ano

Por Tercio Braga
Uso de cheque especial exige cautela, alerta Procon | Marcelo Justo/Folhapress Uso de cheque especial exige cautela, alerta Procon | Marcelo Justo/Folhapress

O consumidor deve redobrar o cuidado neste início do ano para não cair na armadilha do cheque especial. Segundo levantamento da Proteste em conjunto com a FGV (Fundação Getulio Vargas), a taxa de juros cobrada pelos bancos no cheque especial pode alcançar 256,33% ao ano. Entre as instituições pesquisadas, a taxa pode mais que dobrar.

O levantamento considera o CET (Custo Efetivo Total) das operações de crédito, o que inclui todas as taxas e encargos cobrados.

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A maior taxa foi encontrada no Citibank, de 256,33% ao ano; seguida pelo Santander, de 234,64% ao ano. Já a menor taxa foi encontrada no Banco do Brasil, de 119,70% ao ano, seguida pelo Bradesco, com 199,78%.

Caso o consumidor utilize R$ 500 do cheque especial com CET de 250% e deixar a dívida se estender por  um ano, chegará ao final de 12 meses devendo mais de R$ 1,7 mil – valor quase três vezes maior do que o original.

O cheque especial é um crédito do tipo pré-aprovado, ou seja, não necessita de acordo entre o cliente e o banco para cada vez que for usado.

A Proteste orienta o consumidor a ter cautela com o uso do cheque especial. O serviço deve ser a última opção a ser procurada em caso de dificuldades financeiras.

Uma alternativa é recorrer ao crédito pessoal, cujas taxas de juros são mais baixas. 

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