Elevação da taxa básica de juros reduz inadimplência do consumidor

Por Caio Cuccino Teixeira

A elevação da taxa básica de juros, a Selic, fez com que a inadimplência do consumidor reduzisse o  ritmo de crescimento. Em 2013, os calotes no comércio avançaram 2,33% em comparação ao ano anterior, variação bem inferior à alta de 12,18% registrada em 2012.

Apenas em dezembro, a inadimplência recuou  4,44% sobre o mesmo mês do ano anterior, informou ontem a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com base em dados do SPC Brasil. Sobre novembro, houve queda de 1,73%.

Segundo economistas do SPC Brasil,  a inadimplência veio em forte ascensão até o final do primeiro trimestre do ano passado. No entanto, a tendência se inverteu a partir de abril, quando o Banco Central iniciou o ciclo de elevação da Selic, o que encareceu a tomada de crédito. Isso impactou o varejo e levou a uma desaceleração nas compras a prazo.

“O atual cenário é de um consumidor retraído para novas compras e forçado a adequar o próprio orçamento frente a um novo ambiente econômico”, explica o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.

Para 2014, Pellizzaro Junior projeta uma taxa de inadimplência semelhante a do ano passado, mas com viés de alta. “Pela primeira vez em vários anos a perspectiva é de uma inversão no panorama positivo do mercado de trabalho”, justifica.

As vendas no ano também ficaram abaixo do esperado pelo setor. Em 2013, o crescimento médio das vendas a prazo foi de 4,12%, menor que os 7,16% verificados ao longo de 2012.

Em dezembro, o número de consultas ao banco de dados do SPC para vendas a prazo cresceu 2,90% em relação ao mesmo mês de 2012. O resultado, considerado baixo pelo CNDL, está relacionado à alta “modesta” das vendas de Natal, impactada fatores como o aumento dos juros, a inflação e o menor crescimento da renda do brasileiro.

Para 2014, a projeção da CNDL é que as vendas a prazo cresçam menos que no ano passado. Essa estimativa, informou a entidade, baseia-se na avaliação de que o modelo de incentivo ao consumo adotado pelo governo está perdendo efeito no país.  

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