Com alta da Selic, Tesouro e Renda Fixa ampliam vantagem

Por fabiosaraiva

Se houver aumento da taxa Selic nas próximas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, em janeiro, o Tesouro Direto e a Renda Fixa vão aumentar a vantagem sobre a poupança entre os melhores e mais rentáveis investimentos do mercado financeiro.

Em simulação proposta pelo economista Samy Dana, especialista em finanças e professor da Fundação Getúlio Vargas, os dois produtos se distanciam ainda mais dos rendimentos da poupança antiga e da nova, que mantém as mesmas porcentagens de ganhos ao mês (0,5%) e ao ano (6,17%).

Na mesma simulação, com a taxa Selic em 10,25%, os rendimentos mensal e anual do CDB continuam próximos aos da poupança. Mas o Tesouro Direto e os Fundos de Renda Fixa começam a se distanciar, com 0,65% (ao mês) e 8,14% (ao ano) e 0,65% (ao mês) e 7,91% (ao ano), respectivamente.

Com a taxa em 10,5%, os rendimentos de TD e FRF disparam, respectivamente, para 0,67% (ao mês) e 8,35% (ao ano) e 0,65% (ao mês) e 8,11% (ao ano).

O Copom decidirá na próxima terça e quarta a nova Selic, que está hoje em 10% ao ano. Analistas consultados pelo BC esperam uma alta de 0,5% na primeira reunião. Mas não está descartada uma alta de 0,25% agora e outra em fevereiro, o que significa uma desaceleração no ritmo de alta.

Com a inflação de 2013 fechada em alta de 5,91%, a expectativa alguns economistas é de que o Copom continuará a aumentar a Selic após a reunião deste mês. Especialmente se houver alguma pressão maior no câmbio, já que o dólar alto afeta preços de produtos e insumos importados. 

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