Desemprego recua para 4,6% e volta à mínima histórica

Por Carolina Santos

O desemprego recuou mais do que o esperado em novembro, voltando à mínima histórica de 4,6%. As estimativas do mercado variavam entre 4,8% e 5,2%. Em outubro, a taxa havia sido de 5,2%.

O resultado aponta para a menor taxa da série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2002. O mesmo porcentual só foi verificado em dezembro de 2012.

Ao mesmo tempo, a renda voltou a avançar. O rendimento médio da população cresceu 2% no mês passado, a R$ 1.965,20. Sobre novembro de 2012, a alta foi de 3%.

A repetição do recorde em novembro, no entanto,  não demonstra claramente melhora no mercado de trabalho. Isso porque ela se deveu ao grande número de pessoas que deixou de procurar trabalho.

O número de pessoas que partiu para a inatividade cresceu 0,8% em novembro ante o mês anterior (148 mil trabalhadores). Em relação a novembro de 2012, o aumento foi de 4,5%, o maior da série histórica.

“A taxa (recorde) não mostra exuberância do mercado de trabalho ou que a fila de desemprego foi reduzida”, disse o pesquisador do IBGE Cimar Azeredo.

Os inativos somaram em novembro cerca de 18,5 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas, sendo que a minoria (1,7 milhão) estava disposta a trabalhar.

“Em sua maioria são mulheres, jovens em idade escolar ou universitários de famílias de maior renda e idosos que podem se dar ao direito de não trabalhar”, destacou Pereira.

Pela metodologia do IBGE, a taxa de desemprego é uma combinação entre pessoas que trabalham e que procuram emprego. Se há menos gente procurando trabalho, a pressão sobre o mercado diminui, mesmo se não houver abertura de vagas.

A população desocupada totalizou 1,1 milhão de pessoas em novembro, uma queda de 10,9% em relação a outubro. O resultado equivale a 139 mil pessoas a menos à procura de emprego. Na comparação com novembro de 2012, houve redução de 77 mil desocupados, queda de 6,4%.

 

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