Segundo Dilma, política de desonerações é medida permanente

Por Carolina Santos
Apesar da medida, presidente disse que o governo brasileiro não gosta de tomar esse tipo de atitude / Roberto Stuckert Filho/PR Apesar da medida, presidente disse que o governo brasileiro não gosta de tomar esse tipo de atitude / Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira que vai manter as desonerações na folha de pagamento de alguns setores da economia. Ao comentar as intervenções do governo, a presidente citou o exemplo dos Estados Unidos, que compraram US$ 85 bilhões em ativos.

“Para que a gente avaliasse junto com as empresas quanto tempo ficaria [a política de desoneração], não demos um prazo, tende a ser permanente. Nós não estamos pensando em alterar a desoneração da folha”, declarou.

A desoneração da folha é utilizada para aquecer a economia e ajudar a indústria diante da crise econômica internacional. Desse modo, o governo reduz a alíquota do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para que o empresário obtenha maior faturamento.

“Nós não fizemos uma intervenção do porte dos US$ 85 bilhões no mercado monetário, até porque não temos US$ 85 bilhões para jogar no mercado monetário”, comparou, em referência à compra de ativos do país norte-americano, que injeta esse valor mensalmente na economia.

Apesar da manutenção da medida, a presidente disse que o governo brasileiro não gosta de tomar esse tipo de atitude. “Nós não temos nenhuma predileção por fazer a política anticíclica, até porque ela é custosa. Quanto mais cedo nós sairmos disso, melhor para o país”, acrescentou.

A presidente disse, no entanto, que em alguns setores a desoneração não deve continuar. “Eu acredito que hoje muitas das desonerações feitas no passado não são necessárias e, portanto não deverão ser feitas”.

Dilma conversou com os jornalistas durante café da manhã que promoveu de manhã no Palácio do Planalto.

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