Alta da gasolina pressiona inflação no início do mês

Por Carolina Santos
Governo autorizou reajuste de 4% no dia 29 de novembro | Alexandre Moreira/Folhapress Governo autorizou reajuste de 4% no dia 29 de novembro | Alexandre Moreira/Folhapress

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) atingiu variação positiva de 0,72%, na primeira prévia de dezembro, ante alta de 0,68% no fechamento de novembro. Esse aumento reflete, principalmente, o avanço no grupo transportes (de 0,11% para 0,28%), com destaque para o reajuste da gasolina (de -0,21% para 0,61%).

No dia 29 de novembro, o governo autorizou um reajuste de 4% para gasolina e 8% para o diesel, nas refinarias, a partir do dia seguinte (30 de novembro), atendendo aos princípios de uma nova política de preços a ser implementada pela empresa.  Os economistas previam um aumento de 2,5% nas bombas.

O levantamento feito pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas) indica que quatro dos oito grupos pesquisados apresentaram acréscimos.

Além do grupo transportes, os preços na média subiram com mais intensidade do que na pesquisa passada nos seguintes grupos: alimentação (de 0,92% para 0,96%); educação, leitura e recreação (de 0,55% para 0,70%) e comunicação (de 0,91% para 0,93%).

Em movimento inverso, houve decréscimos nos grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,46% para 0,42%); despesas diversas (de 1,22% para 1,09%); habitação (de 0,82% para 0,80%) e vestuário (de 0,87% para 0,83%).

Os itens que mais influenciaram o avanço do IPC-S foram: tarifa de eletricidade residencial (de 2,80% para 2,58%); passagem aérea (de 18,88% para 19,20%); aluguel residencial (de 0,95% para 1,01%); tomate (de 11,17% para 14,97%) e refeições em bares e restaurantes (de 0,63% para 0,48%).

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