Guido Mantega diz que não há data para reajuste da gasolina

Por Carolina Santos
Novo cálculo prevê reajustes automáticos e periódicos | Arquivo/Agência Brasil Novo cálculo prevê reajustes automáticos e periódicos | Arquivo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que “não há data” para o aumento da gasolina e que “não há metodologia definida” sobre a nova política de reajuste da Petrobras. Ele ressaltou ainda que a metodologia não pode ser feita “no afogadilho”.

A nova política está sob análise de Mantega e demais membros do conselho da estatal, e deverá ser aprovada ou rejeitada até 22 de novembro, quando está prevista a próxima reunião dos conselheiros. Segundo o jornal “Valor Econômico”, um primeiro aumento ocorreria já na mesma data.

Atendendo a um pedido da Comissão de Valores Mobiliários, a Petrobras divulgou um comunicado para o mercado informando que a política de reajuste automático periódico dos preços do diesel e da gasolina levará em consideração fatores como o preço dos derivados no mercado internacional, taxa de câmbio e origem do derivado (se o petróleo é refinado no Brasil ou no exterior).

Segundo a nota, o cálculo também terá um mecanismo para impedir o repasse de volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico. Isto porque questões como demanda internacional, crises entre países e guerras podem elevar ou derrubar preços do petróleo por um curto período de tempo.

Os preços dos combustíveis no Brasil são menores que os praticados no mercado internacional, o que causa prejuízos à estatal, que importa parte da gasolina e do diesel vendido no país. Para evitar um aumento da inflação, o governo, que controla a Petrobras, tem segurado os reajustes.

ANP reduzirá teor de enxofre a partir de 2014 

O teor de enxofre na gasolina comum comercializada no país deverá ser reduzido dos atuais 800 miligramas por quilo (mg/kg) para 50 mg/kg, queda de 94%. A determinação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) foi publicada ontem no Diário Oficial da União e começará a valer a partir de 1º de janeiro de 2014.

O objetivo é reduzir o lançamento de enxofre na atmosfera para melhorar a qualidade do ar e reduzir o risco de doenças respiratórias. De acordo com a ANP, a mudança também melhora o desempenho dos motores, reduz os custos de manutenção e aumenta a durabilidade.

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