Custos de serviços e produtos para construção subiram até 10%

Por talita

Quem pretende reformar a casa para as festas de final do ano deve preparar o bolso. Os custos de serviços e produtos para construção subiram até 10% em um ano.

De 13 itens, 9 tiveram aumento superior ao IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado em doze meses até outubro, que teve alta de 5,75% no período.

As maiores altas foram registradas por material hidráulico (10,38%) e mão de obra (9,54%). Também ficaram mais caros o material de eletricidade, a tinta e os gastos com reparos, com altas de 7%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A valorização do dólar neste ano explica o aumento de preços de alguns produtos, segundo o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), Cláudio Conz. “Itens como tintas e fios de cobre, por exemplo, tem influência direta da alta do dólar”, diz.

Mas não é só a valorização da moeda norte-americana que justifica a elevação de preços.  “O setor está aquecido e quer aproveitar o momento”, afirma o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini.

O mercado de construção vem num movimento de ascensão, que ganhou impulso com os estímulos do governo para aumentar a oferta de crédito. Em um cenário de demanda aquecida, os preços sobem.

A escassez de mão de obra elevou ainda o custo de serviços. Com o emprego e renda em alta, há um processo de qualificação dos trabalhadores, que buscam outras oportunidades no mercado. “O jovem tem dado preferência ao estudo e não quer mais trabalhar como mão de obra bruta, como fizeram os pais”, afirma Agostini.

 

IPI reduzido

O presidente da Anamaco deve se reunir na quarta-feira com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, para tratar da possibilidade de estender até o fim de 2014 a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para materiais de construção. A medida já foi prorrogada em 2012 e vale até dezembro deste ano.

Segundo Conz, sem a manutenção da medida, os preços devem subir no ano que vem. “Pelos nossos cálculos, o reajuste será de 8% em 2014”, afirma.  METRO

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