Renda real dos trabalhadores supera R$ 1,9 mil, segundo IBGE

Por fabiosaraiva
 | Divulgação Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho/PMSP Setor de serviços domésticos tem queda de 52 mil vagas no mês | Divulgação Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho/PMSP

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ultrapassou os R$ 1,9 mil  pela primeira vez e atingiu em setembro o maior valor da série histórica da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2002. Em relação a agosto, houve uma elevação de 1%, a segunda alta seguida.

A desaceleração da inflação nos últimos dois meses contribuiu para o avanço. Ainda assim, a alta nos preços teve efeito para segurar um avanço mais intenso. Sem a inflação, a alta teria sido de 1,33%.

A indústria foi o setor que mais impactou, com alta de 3,2% em setembro ante agosto. O rendimento no setor ficou em R$ 1.992,00, ante R$ 1.930,72 em agosto.

Em setembro, a taxa de desemprego aumentou de 5,3% para 5,4% entre agosto e setembro. A leve alta foi puxado pelos setores de comércio e serviços domésticos.

A população empregada no comércio das seis regiões metropolitanas pesquisadas diminuiu em 70 mil pessoas. Em serviços domésticos, a queda foi de 52 mil.

Para Cimar Azeredo, coordenador de Emprego e Rendimento do IBGE, o movimento pode ser explicado pela migração de trabalhadores para outras atividades. No caso do serviço doméstico, quem poderia se dirigir ao setor estaria buscando outras áreas devido ao aumento de escolaridade.

Em comparação com setembro de 2012, a queda da população empregada em serviços domésticos chega a 10,6% (164 mil vagas). Essa diminuição vem impulsionando a elevação no rendimento, que cresceu 0,7% ante agosto e de 5,1% em relação a setembro de 2012. “A PEC das domésticas chegou no meio desse movimento, então não atribuímos a isso”, disse Azeredo.

No lado positivo, o setor que mais criou emprego no período foi a indústria, com 68 mil vagas a mais em setembro que em agosto, acompanhada pelos serviços prestados às empresas, com 58 mil pessoas a mais. Construção civil e educação, saúde e administração pública vêm em seguida com 10 mil e 5 mil vagas a mais.

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