PS4 sai mais barato se for comprado fora do país

Por Carolina Santos

A Sony disse o que quer fabricar o PlayStation 4 no Brasil o mais rápido possível para reduzir o alto preço de venda do console, que tem motivado fortes críticas contra a empresa no país, de acordo com  o vice-presidente da empresa para a América Latina, Mark Stanley. Em entrevista à agência Reuters, o executivo disse que a empresa mantém estratégia “agressiva” para derrubar o preço de R$ 4 mil do console, anunciado na semana passada.

A Sony vem sendo alvo de críticas no país, devido à diferença ante o valor do produto aqui e nos EUA, de US$ 399. Se for comprado numa loja norte-americana e declarado na alfândega daqui ainda sairá mais barato. O mesmo ocorre quando se comparam os preços da nova versão do Xbox, One, da Microsoft, que será vendida no Brasil por R$ 2,2 mil e nos EUA por US$ 499.

“Esperamos conseguir (um preço) abaixo de R$ 2 mil, mas não sabemos ainda”, afirmou o Stanley sobre o PS4. “É muito cedo para dizer, há impostos complexos sobre produção local também e não temos esses detalhes ainda.”

Segundo ele, nos próximos dois meses a Sony no Brasil vai avaliar quais componentes poderão ser comprados no país para a produção local e quais terão que ser importados. “Quando tivermos isso, poderemos ter um cronograma sobre produção local”, disse o executivo. “Como já temos uma linha de produção do PS3 a implementação de uma linha do PS4 será muito mais rápida.”

 

Culpa não é só do fisco

 

Segundo a Sony, o valor do PS4 chegaria a R$ 4.257 se a empresa não tivesse decidido reinvestir no lançamento os R$ 258 de margem a que tem direito por lei no país, disse à agência Reuters Anderson Gracias, gerente-geral da Sony para PlayStation no Brasil. Nos cálculos da empresa, a carga tributária da importação do PS4 no Brasil adiciona ao preço do produto R$ 2.524, ou 63% do preço do aparelho no país, com os maiores pesos vindo do IPI e do ICMS.

Para Marcio Camargo Ferreira, advogado tributarista e especialista em comércio exterior, o cálculo da Sony não está errado. Mas há detalhes importantes a serem observados, como por exemplo as margens de lucro da distribuição e revenda, além de algumas alíquotas, como o ICMS, de 25%. “A Sony culpa o fisco, mas a culpa não é só do fisco”, diz ele. “Eles trabalham com margens altíssimas, como faz a indústria automobilística. O problema é que há pessoas que compram o produto, não importa o valor.”

“Não é do nosso interesse vender um console no Brasil a R$ 4 mil. Não faz bem para o jogador, para o negócio e para a Sony”, arrematou Gracias. Segundo estimativas, a base instalada de consoles PlayStation 3 no Brasil está entre 3 milhões e 4 milhões de unidades.

 

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