Análise: Em jogo, o modelo de exploração

Por Carolina Santos

Além das críticas em relação ao processo e ao leilão em si, o que está em jogo é o modelo de exploração de nossos recursos petrolíferos, que recentemente foi modificado para transformar os contratos de exploração de novas áreas exploratórias em contratos de partilha.

Isso quebrou uma longa tradição de estabilidade e sucesso na realização de contratos de exploração e produção. Além disso, inseriu elevados níveis de incerteza em relação à forma como esses contratos funcionarão, pois ainda nem se sabe ao certo como funcionará a PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.), nem quais medidas de controle, em nome do interesse nacional, a PPSA poderá tomar, e que poderão se opor aos interesses do consorcio vencedor.

Essa dúvida já resultou em iniciativas para desfazer ou pelo menos amenizar algumas das mudanças e exigências do novo marco, que no fundo podem prejudicar a própria Petrobras e os interesses nacionais.

Um exemplo é a exigência que a Petrobras participe com pelo menos 30% do consórcio vencedor. Outra é a forma ingênua como o governo vê o funcionamento dos mecanismos de controle da divisão dos benefícios entre a nação e os consórcios contratantes.

Cleveland Maximino Jones – Pesquisador, Instituto Nacional de Óleo e Gás

 

 

pré-sal-leilão-arte

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo