Oposição quer reduzir alta do IPTU para, no máximo, 8%

Por Carolina Santos

A bancada de oposição na Câmara dos Vereadores de São Paulo quer reduzir para no máximo 8% o aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em 2014. A proposta vai ser apresentada na semana que vem, em substituição ao projeto do prefeito Fernando Haddad, que prevê um reajuste de mais de 200% nos próximos três anos.

Na quarta-feira a Comissão de Finanças fará uma audiência pública para discutir o aumento do IPTU. Pela proposta do prefeito, o reajuste pode chegar a mais de 200%. Nem na base aliada há apoio para tanto.

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No meio deste rolo começam a surgir propostas bem diferentes dentro da Câmara. Enquanto a base aliada quer vê-la subindo, a oposição já prepara um caminho para vê-la descendo. Pela proposta da oposição, o reajuste do IPTU deve ficar próximo à inflação.

Pressão

Entidades e associações de bairro da capital decidiram adotar uma estratégia de “guerrilha digital” para pressionar os vereadores a votarem contra a proposta de reajuste do IPTU 2014 de até 30% para imóveis residenciais – no caso dos comerciais, o teto é 45%.

Capitaneada pela AME Jardins, a ação prevê o envio de e-mails para os parlamentares que compõem as comissões de Constituição e Justiça, Política Urbana e Finanças e Orçamento.

No material entregue para os associados, há uma lista com o nome do  vereador alvo, seu endereço eletrônico e a justificativa para o envio do manifesto  digital.

Também será feito um abaixo-assinado on-line contra a revisão, que foi incluída na proposta de Orçamento enviada pelo prefeito Fernando Haddad (PT) à Câmara Municipal. O documento, que contará com o apoio de associações do Pacaembu, Lapa, Vila Maria, Jardins, Vila Mariana, entre outras, terá uma cópia entregue em cada um dos 55 gabinetes da Câmara Municipal.

Além das blitze eletrônicas, as entidades irão aguardar a votação do projeto para decidir se irão ou não recorrer à Justiça conta o aumento do IPTU. A previsão é de que o texto chegue ao plenário até o final do mês. Com ampla maioria na Câmara, Haddad não deve enfrentar dificuldades para que o reajuste seja aprovado

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