Em São Paulo, pacientes de planos de saúde apelam para SUS

Por Carolina Santos
A quantidade de leitos oferecidos no Brasil oscila entre dois a três, a cada mil habitantes | Antonio Cruz/ Agência Brasil A quantidade de leitos oferecidos no Brasil oscila entre dois a três, a cada mil habitantes | Antonio Cruz/ Agência Brasil

A maioria dos associados aos planos de saúde no Estado de São Paulo enfrenta dificuldades quando precisa dos serviços contratados.

Os problemas ocorreram nos dois últimos anos, segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pela Associação Paulista de Medicina.

O levantamento mostra que a piora no atendimento levou 30% dos pacientes a pagar por serviços particulares ou a procurar o Sistema Único de Saúde.

Cresceu em 50% a procura pela rede pública. O número de segurados que buscaram atendimento particular também aumentou, em 12%.

O grupo que recorreu ao sistema público foi de 22% neste ano.

O presidente da associação dos médicos e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, Florisval Meinão, esclareceu que a “questão está na estrutura da iniciativa privada e não na qualidade do atendimento médico”.

A principal queixa ouvida pelos pesquisadores do Datafolha diz respeito à sala de espera lotada em prontos-socorros, e a demora no atendimento, apontada por 66% dos entrevistados.

As dificuldades em agendar exames e obter diagnósticos atingiu 47% das citações. As reclamações de falhas no pronto-atendimento foram feitas por 80%. A demora em autorizar exames mais complexos ou mesmo a negativa foi citada por 16% dos entrevistados.

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