Anac e companhias aéreas rejeitam controle de preços

Por Carolina Santos
Aeroporto de Cumbica: aéreas querem liberdade  | Lalo de Almeida/Folhapress Aeroporto de Cumbica: aéreas querem liberdade | Lalo de Almeida/Folhapress

Apesar de reportagens mostrarem que as companhias aéreas estão cobrando quase dez vezes mais pela passagens compradas para o período da Copa do Mundo de 2014, Marcelo Guaranys, diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), defendeu ontem a liberdade tarifaria. “Qualquer outro debate tem que ser feito, eventualmente, com alteração de legislação”, frisou ele. “A liberdade tarifária gerou queda nos preços. Pagamos hoje metade do que pagávamos há dez anos.”

A proposta de um teto para os preços das passagens foi feita pelo presidente da Embratur, Flávio Dino, como forma de pressionar as companhias aéreas a manter os preços praticados mesmo com o crescimento da demanda devido aos grandes eventos que serão realizados no país.

Segundo Guaranys, a elevação nos preços de passagens para os meses de junho e julho do ano que vem é motivada pelo aumento da demanda. Ele ressaltou, no entanto, que a malha aérea para a Copa do Mundo não foi definida, o que deve ocorrer em janeiro. A partir dai, haverá maior oferta de voos, o que poderá reduzir os preços cobrados pelas empresas aéreas.

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras informou ontem em comunicado que não houve alteração nas tarifas das suas passagens durante o período da Copa: “Os preços praticados nas passagens aéreas variam de acordo com alguns fatores importantes. (…) Durante a Copa do Mundo, as passagens podem ter o preço mais elevado em razão da alta procura dos destinos participantes do evento”.

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), que congrega Avianca, Azul, Gol, TAM e Trip, divulgou nota na segunda em que rejeita o tabelamento de preços. “A política econômica vigente não contempla qualquer retorno a práticas de controle de preços”, diz.

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