Aumento de IPTU vai afetar contratos de aluguel e venda

Por Carolina Santos
Aumento de tributo em SP varia de 17% a 30% | Stephen Jaffe/FMI Aumento de tributo em SP varia de 17% a 30% | Stephen Jaffe/FMI

Os novos critérios da Prefeitura de São Paulo para o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em 2014 vão afetar contratos de aluguel e venda. Do jeito que foi proposto, com aumentos que variam entre 17% e 30%, no caso dos imóveis residenciais, e até 45% no caso dos comerciais, poderá onerar o mercado imobiliário.

O aumento médio para residências será de 17,57%, mas o reajuste pesará mais para os imóveis com preços mais valorizados, que terão variação média de 26%. Os bairros com o maior acréscimo no valor do tributo serão Santa Cecília e Vila Mariana, com alta de 29,95%.

Ricardo Yazbek, vice-presidente de Assuntos Legislativos Urbanos do Secovi-SP, diz que os principais afetados serão os pequenos proprietários de imóveis residenciais e comerciais. O aumento, portanto, afetaria tanto os locadores quanto locatários. “No caso dos imóveis comerciais, esse aumento, se repassado aos preços de produtos e serviços, pode resultar em alta de inflação”, disse.

A administradora patrimonial Rosângela Martineli Campagnollo observa que a valorização de várias áreas na prática não foi acompanhada por melhorias. Para ela, o aumento do IPTU, pode ter um impacto negativo na escolha dos imóveis para alugar. “Entre morar na Lapa, onde vai haver aumento de 30% no IPTU dos imóveis residenciais, e em Pirituba, onde o aumento será de 6%, é claro que a pessoa vai escolher o último”, disse ela. “Até porque o preço do transporte será o mesmo.”

A proposta da prefeitura foi enviada à Câmara Municipal e deve ser votada até o fim do ano. A principal mudança na metodologia de atualização dos critérios é a criação de três “zonas fiscais” para calcular o preço do metro quadrado construído. (Leia mais sobre IPTU na página 3).

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