‘Não vamos perder o avião da história’, garante Dilma

Por Carolina Santos
‘O respeito aos contratos no Brasil não é uma política de governo, mas de Estado. Não importa qual governo assinou, ele será respeitado e executado até o final’, afirma Dilma | Chip East/ Reuters

Falando para uma plateia de investidores de diversos países, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, em Nova York, que o plano de infraestrutura do governo federal inicia uma nova fase do desenvolvimento econômico e social do país.

Em sua apresentação no seminário “A Oportunidade da Infraestrutura Brasileira”, Dilma destacou que o pacote de obras representa um salto de produtividade. “O Brasil não tem tempo para esperar. Vamos tocar as obras e as  reformas com o carro andando.”

Para ela, o país enfrentou, nos últimos dez anos, os desafios para dar um ritmo real de crescimento à economia e, como consequência, colocar 40 milhões de pessoas no mercado consumidor. “Nosso desafio agora é atender essa demanda reprimida. A população quer educação, saúde e demais serviços com qualidade. Essas são as oportunidades que também oferecemos.”

A busca pelo investidor estrangeiro, avaliou Dilma, tem como objetivo captar recursos para enfrentar os gargalos logísticos  que emperram o avanço dessa segunda etapa do desenvolvimento. “Queremos ter sucesso no nosso pacote de concessões. Isso representa rentabilidade para o investidor e qualidade para o usuário.”

Na avaliação da presidente, o país só atingirá plenamente essa segunda fase com investimento em portos, aeroportos, ferrovias e rodovias. Além disso, é preciso aproveitar as oportunidades geradas pelo plano de concessões para formar profissionais aptos para  enfrentar os futuros gargalos. “Precisamos de mais engenheiros.   Advogado é custo, engenheiro é produtividade”, avaliou.

 

Banda larga      

O Brasil também quer avançar nos serviços de internet. O governo federal colocou como prioridade aumentar a velocidade do serviço de banda larga no país. “Não sei qual é a velocidade da Coreia  do Sul. Queremos uma  capacidade real de banda larga.”

Segundo a presidente, o país também precisa alavancar ações nas áreas de ciência e de tecnologia. “Não vamos perder o barco, como perdemos a ferrovia. Não vamos perder o avião da história.”

 

Portos abertos 

Usando o exemplo de Dom João 6º, que em 1808 abriu os portos às nações amigas da Coroa Portuguesa, Dilma afirmou que os portos brasileiros estão abertos para o capital privado, assim como as demais áreas da infraestrutura.

A presidente afirmou que o país tem hoje uma economia consolidada, com controle da inflação, dos gastos públicos e com pesado rigor fiscal sobre as contas de toda estrutura da União. “Nosso sistema financeiro é sólido. Os bancos públicos e privados possuem larga capacidade para investimentos.”

Ela destacou que, apesar do crescimento abaixo do esperado nos dois últimos anos, o país aponta para um crescimento de 4% do PIB em 2014. “O Brasil é grande, temos espaços para todos. As empresas e os investidores são bem-vindos.”

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