Vai viajar? Cuidado ao comprar seguro

Por Carolina Santos

A queda do dólar na última semana voltou a animar os brasileiros que pretendem viajar para o exterior. Antes de partir para as férias, entretanto, é preciso tomar alguns cuidados — um deles com a contratação do seguro ou da assistência de viagem.

De acordo com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada), a venda de apólices com esse fim cresceu 69% nos primeiros seis meses deste ano, na comparação com igual período de 2012. Mas estimativas informais dos empresários do setor dão conta de que apenas 30% dos brasileiros saem do país com algum tipo de garantia caso precisem de assistência lá fora.

“O mercado de turismo se expandiu na última década, mas ainda não está maduro”, avalia Roberto Roman, diretor da Travel Ace, empresa especializada em assistência de viagem.

Ele lembra que a maioria dos países europeus exige a contratação de coberturas mínimas (leia ao lado). Atualmente, 25 nações são signatárias do chamado acordo de Schengen, que estabelece regras específicas para a livre circulação de pessoas no velho continente, e o plano de assistência é uma delas.

 

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Cautela

A contratação do seguro-viagem, contudo, exige atenção do consumidor. Nas últimas duas semanas, a família da brasileira Natália Duffes, 32 anos, enfrentou uma verdadeira saga para garantir que o seguro cumprisse com o que estava no contrato.

Natália estava no Peru, sentiu-se mal e procurou um hospital. Após exames, foi diagnosticado um tumor na região frontal do cérebro. Mesmo com o seguro-viagem em dia, a empresa quis que a família de Natália provasse que a doença não era pré-existente, antes de liberar a UTI móvel.

Com a demora, Natália passou por uma cirurgia de emergência no Peru. Na última quinta-feira, a empresa, finalmente, liberou a viagem.

“Nesse caso, em que a seguradora parece ter criado problemas apenas por uma questão burocrática, cabe uma ação judicial”, esclarece Tatiana de Queiroz, advogada da Proteste (associação de consumidores).

Para evitar problemas, Tatiana recomenda a contratação de um serviço adequado ao tipo de viagem que se vai fazer. Outra dica importante é ler com cuidado os contratos antes de partir e tirar dúvidas ainda no Brasil.

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