Bancários entram em greve a partir desta quinta-feira

Por Tercio Braga

Bancários de instituições públicas e privadas entraram em greve nacional. A decisão de parar a partir da noite de hoje foi tomada em assembleias realizadas pelos sindicatos na última quinta-feira, dia 12. A paralisação é por tempo indeterminado.

Novas assembleias foram realizadas na noite de ontem para organizar o movimento, conforme orientação do Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT. O objetivo é buscar a adesão dos bancários e paralisar o maior número possível de locais de trabalho, a fim de pressionar os bancos para que apresentem uma proposta plausível para a categoria.

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários, mais R$ 5.553,15, e piso salarial de R$ 2.860,21 – salário mínimo do Dieese -, entre outras reivindicações.

Em nota, o presidente da Contraf-CUT diz que o movimento também quer o “fim das demissões e mais contratações, bem como o fim das metas abusivas , do assédio moral e do adoecimento, mais segurança e igualdade de oportunidades”.

No dia 12, os sindicatos rejeitaram uma proposta de reajuste de 6,1%, oferecida pela Fenaban (Federação Nacional de Bancos). A justificativa é que ela apenas iria repor a inflação.

Segundo o sindicato, o Comando Nacional representa 95% dos cerca de 490 mil bancários de todo o país.

 

Saiba como pagar as contas 

Com a greve de bancários nesta quinta-feira em todo o Brasil, os consumidores têm direito a receber das empresas outra maneira de conseguir efetuar o pagamento de cobranças. A orientação é feita pelo Procon-SP, que dá dicas para enfrentar a situação.

O órgão, vinculado à secretaria paulista de Justiça e Defesa da Cidadania, sugere que o cliente documente o pedido de outra via de pagamento, guardando a mensagem eletrônica ou anotando o número de protocolo da chamada. Assim, o consumidor terá como fazer uma reclamação ao Procon caso o fornecedor não atenda o pedido.

Segundo o instituto, é importante que o consumidor não adquira, sem conhecer em detalhes, qualquer pacote de serviços oferecidos por bancos voltados a facilitar a quitação dos débitos durante a greve.

Caso o cliente tenha uma conta que vença hoje pela manhã, ele pode efetuar o pagamento em casas lotéricas, informa o Procon. Ou, então, procurar a empresa com quem tem débito e pedir uma outra forma para quitar a cobrança.

Em nota, o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, diz que a greve é um “risco previsto nas atividades de uma instituição financeira”. “Portanto, ela é responsável por possíveis prejuízos causados ao consumidor com a paralisação”.

O consumidor que tiver dúvidas ou quiser fazer uma reclamação pode procurar o Procon de sua cidade ou um dos canais de atendimento da Fundação, como os telefones 151, apenas para a capital, e 0800 772 3633.

 

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