Cerca de 7 milhões dos brasileiros usam wi-fi do vizinho

Por Carolina Santos
Dois em cada dez jovens afirmam navegar na internet por sinal compartilhado  | Tom Pennington/Getty Images Dois em cada dez jovens afirmam navegar na internet por sinal compartilhado | Tom Pennington/Getty Images

Cerca de 7,1 milhões de brasileiros não assinam serviço de banda larga e utilizam o wi-fi de algum vizinho para acessar a internet. A estimativa é do instituto Data Popular, que ouviu em junho 2 mil pessoas de cem cidades, espalhadas por todos os Estados e Distrito Federal.

O número representa quase 7% dos internautas brasileiros. Segundo a última pesquisa do Ibope, referente ao primeiro trimestre deste ano, 102,3 milhões de pessoas têm acesso à internet no país de casa, trabalho, escolas ou qualquer outro ambiente.

Os internautas da classe média são os que mais fazem uso de sinal de algum vizinho – 10% responderam utilizar a conexão compartilhada. Esse percentual é de 4% tanto nas classes baixa e alta.

Segundo Renato Meirelles, presidente do Data Popular, a prática é mais comum em casos de pacotes de assinatura com velocidades mais elevadas. “Isso explica a razão para que a proporção de internautas de classe baixa seja menor que o percentual verificado na classe média.”

Meirelles diz ainda que a pesquisa indica “vínculos sociais mais estreitos” na classe média. “Nesse caso em específico, uma pessoa faz a assinatura de internet banda larga, rateando a conta entre dois ou três vizinhos”, diz o presidente do Data Popular.

Na segmentação por idade, os jovens são os que mais utilizam a conexão compartilhada. Entre os entrevistados entre 16 e 25 anos, 21% disseram fazer o compartilhamento. A quantidade de adeptos cai conforme aumenta a idade: 8% das pessoas entre 26 e 39 anos; 3%, entre os que têm de 40 a 59 anos e nenhuma ocorrência entre internautas maiores de 60 anos.

 

Na Justiça

O compartilhamento da conexão de internet está sendo contestada na Justiça. Na última sexta-feira, o Tribunal Regional Federal da 1ª região rejeitou um recurso apresentado pelo Ministério Público que tipificava o ato como crime. Ainda cabe recurso.

O Ministério Público argumentava que a prática é uma “atividade de telecomunicação” e repassar a terceiros é exploração clandestina da atividade. O TRF, porém, refutou a tese, afirmando que se trata de “serviço de valor adicionado”.

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