Ouro, dólar e Bolsa são os investimentos mais rentáveis

Por Carolina Santos

Os investimentos em renda fixa voltaram a apresentar ganho real em agosto, mas os rendimentos continuam modestos. Os fundos referenciados DI, por exemplo, registraram rentabilidade mensal de 0,66%, enquanto os de renda fixa e a poupança nova tiveram altas de 0,38% e 0,48%.

Embora paguem mais que a inflação, projetada em 0,27% em agosto, essas aplicações ficaram longe da rentabilidade oferecida pela renda variável. No mês passado, o ouro, seguido pelo dólar e pela Bolsa, liderou o ranking de melhores investimentos.

Mas isso não significa que esses investimentos sejam a melhor opção agora. O conflito na Síria promete provocar mais oscilações nos mercados. Há também a expectativa de que o Fed, banco central dos EUA, comece a reduzir neste mês o seu programa de compra de títulos, diminuindo a oferta mundial de dólares.

Já no cenário doméstico há consenso no mercado de que o Banco Central continue o processo de aperto monetário para conter a inflação. Na última semana, a Selic subiu de 8,5% para 9% ao ano. E analistas apostam em 10% no final de 2013. Com a Selic acima de 8,5%, a poupança nova voltou a ter o ganho maior, equiparado ao da antiga, de 0,50% ao mês mais TR (Taxa Referencial). “É uma opção recomendável para o curto prazo”, diz Aline Rabelo, coordenadora do Investmania.

“E se a alta de juros continuar vai beneficiar o CDI [Certificado de Depósito Interbancário]”, acrescenta o  vice-presidente do Ibef-SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo), Luiz Calado. As aplicações atreladas ao CDI acompanham a taxa de juros.

Para Ricardo Corrêa, diretor da Ativa Corretora,  uma opção é investir nas LCIs (Letras de Crédito Imobiliário). Entre as vantagens estão a isenção de Imposto de Renda e a garantia do Fundo Garantidor de Crédito de até R$ 250 mil. Além de apresentar pouco risco, a aplicação paga até 30% a mais que a poupança.

Apesar disso, o investidor não deve deixar de olhar para fundos de ações e imobiliários. “É sempre recomendável diversificar, mas não ter mais de 30% dos investimento sem renda variável”, afirma Corrêa.

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