Bolsa recua 2,6% com tensão na Síria

Por Carolina Santos

As Bolsas de Valores do mundo inteiro fecharam em queda em meio a uma possível ação militar dos Estados Unidos contra o governo da Síria. No Brasil, o Ibovespa caiu 2,6%, a 50.091 pontos, a maior queda diária desde 2 de julho (-4,24%).

A possibilidade de ataque de potências ocidentais contra a Síria para punir o presidente Bashar al-Assad pelo suposto uso de armas químicas contra civis levou investidores a fugirem de aplicações mais arriscadas. As Bolsas europeias tiveram sua maior queda diária em dois meses e os principais índices dos EUA caíram mais de 1%.

O temor é que o possível conflito na Síria possa afetar a produção de petróleo no país e o escoamento de outros grandes produtores. O país está situado próximo à rota por onde boa parte do petróleo mundial passa.

Nesse cenário, o barril de petróleo negociado na Bolsa de Nova York subiu ontem  2,95%, a US$ 109,01, maior valor em 18 meses. O Brent, negociado em Londres, teve alta de 3,56% e atingiu US$ 114,29.

A alta do petróleo no exterior teve efeito negativo sobre as ações da Petrobras. A ação preferencial (mais negociada e sem direito a voto) da estatal caiu 4,07% hoje, para R$ 17,45. Já os papéis ordinários (com direito a voto) cederam 3,33%, a R$ 16,57.

No cenário doméstico, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central define hoje o novo patamar da Selic. Os analistas apostam em um novo aumento de 0,5 ponto percentual, para 9% ao ano.

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