Consumo consciente

Por fabiosaraiva

Se a publicidade contribui para aumentar as vendas, o que leva uma marca a apostar no consumo consciente? Fabiana Pellicciari, diretora da unidade SOU (Natura), revela os objetivos e desafios dessa estratégia.

 

O que a marca ganha com o consumo consciente?

Consumir com consciência é, antes de tudo, entender o quê e porque se está consumindo. Não necessariamente consumir menos, mas saber fazer escolhas, para consumir melhor. A nossa preocupação é com o desenvolvimento sustentável, não apenas no desenvolvimento e fabricação dos produtos, mas em todas as suas atividades. Esta é uma crença fundamental, que guia as nossas ações e decisões.

 

A estratégia não pode ter um efeito negativo?

A proposta de consumo consciente por meio de uma marca só é possível por conta do seu processo inteligente, que reinventou todo o ciclo dos produtos e que foca suas escolhas no que é essencial, abrindo mão do que não precisa para atender ao perfil de consumidores que a marca busca. A Natura têm como premissa produzir de forma sustentável, reduzindo o impacto ambiental.

 

Quem são os consumidores conscientes?

Não segmentamos por classe social e sim por perfil comportamental. Acreditamos que se identificam com o tema as pessoas que buscam uma boa relação custo-benefício nos produtos para cuidado diário, que buscam produtos com o essencial para oferecer qualidade e prazer sensorial e fazem escolhas com consciência, mesmo nas pequenas ações do dia a dia. O consumo consciente é para aqueles que começam a refletir sobre seus hábitos de consumo e percebem que cuidar do planeta também depende de suas ações. Este perfil está em todas as classes sociais, da A a D.

 

Quais os desafios de uma campanha com esse foco?

Para transformar nosso modo de consumir, precisamos envolver as pessoas. A marca SOU aborda o consumo consciente, sem vilanizar o ato de consumo, sem ser restritiva e sem ter um discurso panfletário. É inovadora em seus processos, produtos e expressões. Uma marca que não aponta o dedo, nem faz discurso. Dialoga e manda um convite: e aí,topa fazer parte de uma história nova?

 

João Faria é jornalista e sócio-diretor da Agência Cidadã

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