Análise: PIB fraco não traz boas perspectivas

Por Tercio Braga
Otto Nogami | Arquivo pessoal Otto Nogami | Arquivo pessoal

A queda no nível de desemprego em julho não significa que está havendo uma recuperação da atividade econômica. Isto porque algumas análises indicam que esse recuo está ocorrendo muito mais pela queda na oferta de mão de obra, ou seja, dado o ambiente econômico pelo qual o país está passando, muitos jovens estão protelando a sua entrada no mercado de trabalho.

De qualquer maneira, é importante observar que paira no ar certa preocupação com relação às perspectivas econômicas para o segundo semestre deste ano, pois a cada mês que passa as projeções do PIB são menores. Isto significa dizer que o nível de consumo das famílias, os investimentos das empresas e o volume de exportações tendem a serem menores comparativamente ao primeiro semestre.

Isto fará com que as empresas reduzam o seu ritmo de produção, o que possivelmente repercutirá na diminuição do uso de recursos produtivos (capital, matérias-primas e mão de obra), que desembocará na redução da empregabilidade no país. Apesar de a atividade produtiva apresentar um aquecimento no início do segundo semestre em função das festas de fim de ano, o nível de confiança do consumidor, que também apresenta uma tendência de queda, faz com que as perspectivas para o mercado de trabalho não sejam das melhores.

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