Geração de vagas com carteira é a pior em 10 anos

Por talita
Os ministros da Previdência Garibalde Alves Filho, do Trabalho, Manoel Dias e da Secretaria-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, se reúnem com centrais sindicais, no Palácio do Planalto |Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr Os ministros da Previdência Garibalde Alves Filho, do Trabalho, Manoel Dias e da Secretaria-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, se reúnem com centrais sindicais, no Palácio do Planalto |Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O Brasil criou 41.463 vagas formais de trabalho em julho, o pior resultado para o mês desde 2003. Segundo dados divulgados ontem  pelo Ministério do Trabalho, o número é 66,5% menor que os 123.836 postos criados em junho e 70,9% inferior às 142.496 vagas abertas em julho do ano passado.

O desempenho ficou bem abaixo das projeções do mercado, que esperava a abertura de cerca de 100 mil vagas no mês passado. No acumulado do ano, de janeiro a julho, foram criados 907.214 postos formais, o pior resultado para o período desde 2009.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse não haver justificativa para a forte queda do emprego. “Não há como explicar, não temos dados”, disse. “Não é um resultado bom, mas o emprego continua crescendo ao contrário dos países riscos, que não geram empregos.”

O número divulgado ontem é preliminar, pois parte das contratações e demissões são incluídas com atraso no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. A expectativa de Dias é que o resultado definitivo indicará a geração de mais 10 mil a 15 mil postos.

A queda na geração de empregos em relação a julho de 2012 foi generalizada. A indústria de transformação, por exemplo,  criou  7,1 mil empregos em julho, contra 24,8 mil postos em igual mês do ano passado. A construção civil gerou em julho, 4,9 mil vagas, bem abaixo dos 25,4 mil criados um ano antes. 

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