Governo barra mudança de cálculo do seguro-desemprego

Por Tercio Braga
Marcello Casal Jr./ABr Marcello Casal Jr./ABr

O governo venceu a briga para manter o reajuste do salário desemprego para quem ganha acima de um salário mínimo. Em votação realizada nesta quinta-feira pelos in tegrantes do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), a proposta defendida pelos trabalhadores de retomar a política que garantia um aumento real para o benefício foi derrotada por 9 votos a 7.

Em janeiro, o reajuste do benefício passou a considerar apenas a variação do INPC (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o que resultou em um aumento de 6,2% no valor do benefício. O formato anterior assegurava a correção pelo INPC mais o crescimento do PIB, ou seja, o mesmo cálculo aplicado na correção do salário mínimo. Se ele fosse mantido, o aumento teria sido de 9%.

No mês passado, o ministro do Trabalho Manoel Dias havia anunciado que o seguro-desemprego seria corrigido pelo mesmo cálculo do mínimo a partir de agosto, mas foi desautorizado pelo Ministério da Fazenda. A mudança geraria um impacto de R$ 700 milhões nas contas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) por ano.

Apesar da derrota, os representantes dos trabalhadores querem voltar a discutir a questão em setembro, quando o Codefat deve ter novo encontro.

 CUT assume o Codefat

Ontem, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) assumiu a presidência do Codefat nesta quinta-feira. Quintino Severo, secretário de finanças da entidade, foi eleito novo presidente do conselho por um período de dois anos. A presidência anterior era exercida pelo secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Sérgio Vidigal.

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