Sem intervenção do BC, dólar volta a ficar acima de R$ 2,30

Por Carolina Santos

O dólar fechou ontem em alta de 1% ante o real, voltando ao patamar de R$ 2,31. A moeda norte-americana avançou 1,08%, para R$ 2,3107 na venda, maior alta desde 24 de julho passado, quando a divisa ganhou 1,27%, cotada a R$ 2,2505.

Dados positivos nos Estados Unidos renovaram preocupações com a provável redução do estímulo monetário no país e a consequente redução na liquidez global. As vendas no varejo nos EUA subiram 0,5% no mês passado, mais do que o esperado.

Apesar da alta do dólar, o Banco Central não atuou o dia todo, o que deixou os investidores ainda mais atentos à possíveis intervenções no mercado de câmbio à frente, a fim de evitar mais pressões inflacionárias. Na quinta-feira a autoridade monetária pegou o mercado de surpresa ao anunciar um leilão, quando a divisa norte-americana já caía 1% ante o real. E, após o fechamento daquele pregão, fez pesquisa de demanda para novo leilão, que acabou sendo realizado na sexta-feira.

Para parte dos especialistas, a ação do BC mostrou que a autoridade monetária não quer o dólar na casa de R$ 2,30 justamente para não pressionar ainda mais a inflação.

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