Preço de imóvel sobe mais que o dobro da inflação

Por Carolina Santos

Em julho, o preço anunciado do m2 de imóveis repetiu o aumento de 1,1% de junho e acumula uma alta de 7,3% neste ano. Essa variação, medida pelo índice FipeZap em 16 cidades, é mais de duas vezes superior à inflação projetada entre janeiro e julho, de 3,2%. A média nacional de preços ficou em R$ 6.900.

Segundo Priscila Fernandes Ribeiro, economista da Fipe (Fundação Instituto de  Pesquisas Econômicas), os preços têm sido impulsionados, principalmente, pelos investimentos em infraestrutura para atender à demanda de eventos como a Copa do Mundo de 2014. “Fatores como acesso ao metrô, por exemplo, acabam influenciando o preço.”

Das 16 cidades pesquisas, 11 tiveram aceleração na alta de preços em relação a junho. “Isso não significa que eles  vão continuar subindo no mesmo ritmo”, diz a economista.

Para ela, os preços podem ter sofrido impacto do aumento da procura por imóveis no período férias. Além disso, avalia, o mercado de trabalho vem dando sinais de  desaquecimento. “É difícil prever o que vai acontecer. Há um desaquecimento da economia. Por outro lado, temos investimentos públicos em infraestrutura”, diz Priscila.

Curitiba teve a maior alta no mês (3,7%), impulsionada pelos bairros de Água Verde e Bigorrilho. Por outro lado, Belo Horizonte foi a única a registrar queda no preço do m2, de 2,4%.

Nos últimos 12 meses, além de Curitiba (19,6%), os destaques são Rio de Janeiro (15,4%), Niterói (14,0%), São Paulo (13,9%) e Porto Alegre (13,3%), com as maiores altas.

Os valores médios do m2 em julho ficaram entre R$ 9.424 (Rio) e R$ 3.646 (Vila Velha). Em São Paulo, o preço chegou a R$ 7.361, sendo que o m2 em Vila Nova Conceição, o bairro mais caro da capital, superou os
R$ 13.000 em julho.

 

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