Governo federal faz corte adicional de R$ 10 bilhões no orçamento

Por fabiosaraiva

Pressionado a mostrar mais comprometimento com as contas públicas, o governo federal anunciou ontem um corte extra de R$ 10 bilhões em gastos no orçamento de 2013. A medida vai ajudar o governo a atingir um superávit primário de 2,3% do PIB em 2013.

O corte adicional servirá como reserva caso governos regionais não consigam economizar os recursos necessários para cumprir a meta de superávit – a economia feita para pagar os juros da dívida. “Não sabemos ainda qual será o desempenho deles. Mas o pacto de política fiscal implica num esforço de todos os níveis de governos”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em referência ao pacto proposto pela presidente Dilma Rousseff após as manifestações de junho.

Do valor total do bloqueio, R$ 5,6 bilhões são em despesas obrigatórias. O restante, de R$ 4,4 bilhões, acontecerá em gastos como diárias e passagens aéreas e aquisição de material de consumo. Os novos limites de despesas por órgão e por ministério ainda serão definidos pelo governo.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse que serão economizados R$ 2,5 bilhões com o adiamento da nomeação de novos concursados. Mas o maior corte, de R$ 4,4 bilhões, ocorreu no ressarcimento do Tesouro ao INSS pela desoneração da folha das empresas. Como o repasse é feito a cada quatro meses, o impacto de parte disso não se dará em 2013.

O corte de gastos contribui também para reduzir a demanda, tirando pressão sobre os preços. Mantega reafirmou ontem que a inflação está “sob controle” e que a consequência será a volta da confiança na economia. “Está cedendo, portanto, já temos motivos para voltar a confiança”, disse.

PIB: Previsão de crescimento cai para 3%

O Ministério da Fazenda reduziu ontem de 3,5% para 3% a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano. Já a previsão para a inflação subiu de 5,2% para 5,7% em 2013.

As previsões da Fazenda para o PIB estão mais otimistas que as do mercado. Os analistas apostam em um crescimento de 2,28%.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, atribuiu a queda nas projeções do mercado a um mau humor por causa da recente incerteza em torno da retirada de estímulos econômicos pelo Fed, o banco centra dos EUA. “Às vezes o mercado fica de mau humor, mas daqui a pouco isso se acalma”, disse.

 

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