Contratar seguro de smartphone pode sair caro

Custo representa 20,7% do valor de um aparelho de R$ 1 mil para casos de roubo e incêndio. Para especialista, apólice compensa para os dois primeiros anos

Mais caros que os antigos celulares, os smartphones têm levado muitos brasileiros a buscar um seguro para o aparelho. No entanto, o serviço pode sair caro.

Um seguro básico custa 20,7% do valor de um aparelho de R$ 1 mil, segundo levantamento da corretora de seguros KEF. A apólice cobre a reposição do equipamento no caso de incêndio, raio, explosão, danos elétricos e roubo. Proporcionalmente, o custo supera o gasto para contratação de um seguro de carro, que varia entre 5% e 10% do valor do automóvel.

arte-smartphone-seguroO valor é elevado devido à maior frequência de sinistros. “O carro pode ser recuperado. No caso do smartphone, não há essa garantia. Além disso, pode haver má-fé do segurado, que quer trocar o aparelho por um modelo atualizado. O processo é caro para seguradora”, diz o educador financeiro Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro.

O consumidor deve ainda levar em consideração a depreciação do aparelho. Nesse sentido, segundo André Vidigal, diretor da corretora KEF, compensa contratar seguro  para os dois primeiros anos. “Isso porque, após esse prazo,  como o equipamento depreciou, o valor de venda é muito baixo e acaba não compensando a contratação do seguro. Em alguns casos, a seguradora não disponibiliza a contratação do seguro”, afirma o executivo.

Calil recomenda ainda que o consumidor avalie se realmente se precisa comprar a última versão de um smartphone. Muitas vezes, um modelo mais antigo já atende as necessidades. E, com o preço que seria pago pelo seguro, é possível repor um aparelho mais barato, avalia o educador financeiro. 

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