Divertido e emocionante, documentário ‘Pagliacci’ celebra arte da palhaçaria

Por Amanda Queirós

“Pagliacci”, que estreia nesta quinta-feira, é um documentário que exala paixão. Esse é um sentimento que está presente tanto no olhar depositado sobre os personagens do filme, dirigido a dez mãos, quanto nas próprias histórias e vivências que essas figuras apresentam em torno da arte da palhaçaria.

O mestre de cerimônias dessa jornada é Fernando Sampaio, o alter ego do Palhaço Padoca. Ao lado de Domingos Montagner, ele fundou a Cia. LaMínima em 1997.

O filme celebra o prolífico encontro dos dois, reconhecido em prêmios como o Shell de melhor ator recebido por eles, em 2009, por “A Noite dos Palhaços Mudos”. É também uma homenagem a Montagner, morto precoce e repentinamente, em setembro de 2016, ao se afogar no rio São Francisco. Mas o verdadeiro papel do filme não é bem esse.

O que “Pagliacci” faz é reafirmar o compromisso de Fernando e da Cia. LaMínima com sua verdadeira vocação – fazer rir –, e isso torna o filme ao mesmo tempo divertido e emocionante.

Palhaços de diferentes gerações surgem em cena para falar sobre o ofício. Em paralelo, vemos os bastidores da montagem de “Pagliacci”, primeiro espetáculo inédito da LaMínima sem Montagner e que comemora os 20 anos da companhia.

As dificuldades de ser palhaço são apresentadas, mas fica claro o porquê de aquelas pessoas todas terem escolhido aquilo para suas vidas, o que é apaixonante.

Esse espírito contaminou as filmagens, feitas na raça, sem apoio financeiro. “Fomos descobrindo juntos como fazer. Todo mundo fez de tudo. Talvez essa não tenha sido exatamente uma experiência de cinema”, afirma Luiz Villaça, que dividiu a direção com Chico Gomes, Julio Hey, Luiza Villaça e Pedro Moscalcoff.

“Uma coisa incrível do circo é essa disponibilidade para ir para os lugares mais distantes e simples e sempre com essa vontade enorme de entreter com altíssimo nível. Isso é muito bonito”, conclui.

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